Know how

O mundo digital é tão presente em tudo que fazemos, que passa a impressão de que esse avanço ocorre de maneira padronizada em todos os setores. Só que isso não é uma realidade. Em muitas áreas, ainda estamos engatinhando e o caminho a ser percorrido é longo e de muito aprendizado.

 

Já falamos aqui sobre o importante papel da tecnologia da informação no gerenciamento de negócios rurais. Algumas propriedades despontam no aporte tecnológico, desde maquinários ultramodernos à softwares de última geração. Vamos dar sequência ao artigo passado e nos ater aos softwares.

 

Considerando as ferramentas disponíveis no mercado e a avaliação dos usuários, alguns pontos de melhoria têm sido relatados.

Os programas apresentam muitas abas ou janelas até que se consiga chegar na informação desejada.

A correlação de informações é rasa e não entrega os insights esperados.

Os clientes utilizam menos de 10% do que é oferecido no pacote de serviços.

A utilização de termos técnicos e nomenclaturas complexas dificultam o entendimento e o uso das aplicações do programa.

 

Os resultados são apresentados com um campo de visão limitado ao que foi diretamente informado nos dados, não permitindo uma avaliação abrangente de respostas que de fato farão diferença no campo. Insights importantes passam despercebidos e a Inteligência Artificial – IA não cumpre seu papel.

 

Como solucionar essas demandas? Eis a questão.

 

A resposta é buscar profissionais especializados de cada área, com foco na complementariedade e usar o “know how” de cada um para oferecer produtos e serviços customizados para as propriedades rurais. Cientistas de dados e consultores do Agro formatando ferramentas estratégicas para atuar dentro da porteira.

 

Margens estreitas, mercado instável, custos elevados, não há espaço para amadorismo. A profissionalização da atividade agropecuária é um caminho sem volta. Engatinhar não é suficiente, a velocidade com que se aprende a andar e correr define quem vai se destacar nas próximas décadas.