Achismos

Aí o produtor começa:

“Quero reformar esse pasto, eu vi na TV que o melhor capim é tal, o que você acha?”

“Eu preciso comprar mais gado para ganhar mais dinheiro, o que você acha?”

“O que dá dinheiro mesmo é mexer com soja e milho.”

Dentre tantos outros achismos que escutamos por aí.

 

Bom, vamos lá…

Propriedades rurais são empresas rurais! Toda regra tem exceção! Quase sempre.

Nesse caso, a exceção é se a pessoa tiver um imóvel rural destinado para lazer. Fora isso, independente do tamanho, se trabalha, produz, comercializa e gera renda com essa propriedade, é uma empresa rural.

Como em toda empresa, é preciso ter organização, planejamento, gerenciamento, controle administrativo e financeiro, recursos humanos, contabilidade e gestão.

 

No Agro temos um pacote premium, que inclui ainda: clima, sazonalidade de produção, pragas, doenças, logística, frete, flutuação de preço das commodities, escassez de mão-de-obra, dificuldade de acesso à internet, além de outras particularidades regionais.

Não tem como levar como era feito antigamente, invernada e boi de 5 anos não pagam mais as contas. O mundo mudou, os negócios se transformaram e a pressão só aumenta a cada dia. Quando você pensa que domina uma área, lançam 10 produtos, 7 cultivares, 3 softwares e 2 novas técnicas de produção. Pronto, você já está desatualizada (o).

Como não temos bola de cristal, achar não é nada confiável.

 

Dados e informações embasam tomadas de decisão. É necessário anotar, acompanhar, observar, analisar, se informar e tomar as rédeas do negócio.

“EUquipe” não faz sucesso, montar um time, unir pessoas, propósitos em comum e realizar, é o que traz resultados a longo prazo.

Profissionais não acham. (Ponto final.)

Não existe capim milagroso, o melhor capim é o que for adaptado para as condições de clima e solo da propriedade. Primeiro passo, fazer análise de solo.

 

Comprar mais gado se não tiver manejo e alimento suficiente nem para os animais que já estão na propriedade, não vai fazer ganhar mais dinheiro, vai aumentar ainda mais o prejuízo. Primeiro passo, levantar a capacidade de suporte da propriedade.

Soja e milho dão dinheiro se o produtor der condições para que a planta expresse o seu máximo potencial produtivo. Faça o mesmo com o capim!

Geralmente, o segredo de negócios prósperos é ter bons líderes, profissionais especializados e confiança.

 

Drª Emanuelle Beatriz

Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Sistemas Integrados de Produção Animal.
É produtora rural, consultora do Agro, empresária e uma entusiasta da transferência de conhecimento!

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Know how

O mundo digital é tão presente em tudo que fazemos, que passa a impressão de que esse avanço ocorre de maneira padronizada em todos os setores. Só que isso não é uma realidade. Em muitas áreas, ainda estamos engatinhando e o caminho a ser percorrido é longo e de muito aprendizado.

 

Já falamos aqui sobre o importante papel da tecnologia da informação no gerenciamento de negócios rurais. Algumas propriedades despontam no aporte tecnológico, desde maquinários ultramodernos à softwares de última geração. Vamos dar sequência ao artigo passado e nos ater aos softwares.

 

Considerando as ferramentas disponíveis no mercado e a avaliação dos usuários, alguns pontos de melhoria têm sido relatados.

Os programas apresentam muitas abas ou janelas até que se consiga chegar na informação desejada.

A correlação de informações é rasa e não entrega os insights esperados.

Os clientes utilizam menos de 10% do que é oferecido no pacote de serviços.

A utilização de termos técnicos e nomenclaturas complexas dificultam o entendimento e o uso das aplicações do programa.

 

Os resultados são apresentados com um campo de visão limitado ao que foi diretamente informado nos dados, não permitindo uma avaliação abrangente de respostas que de fato farão diferença no campo. Insights importantes passam despercebidos e a Inteligência Artificial – IA não cumpre seu papel.

 

Como solucionar essas demandas? Eis a questão.

 

A resposta é buscar profissionais especializados de cada área, com foco na complementariedade e usar o “know how” de cada um para oferecer produtos e serviços customizados para as propriedades rurais. Cientistas de dados e consultores do Agro formatando ferramentas estratégicas para atuar dentro da porteira.

 

Margens estreitas, mercado instável, custos elevados, não há espaço para amadorismo. A profissionalização da atividade agropecuária é um caminho sem volta. Engatinhar não é suficiente, a velocidade com que se aprende a andar e correr define quem vai se destacar nas próximas décadas.

 

Magia tecnológica

Os sistemas produtivos têm avançado a cada ano. São diversas mudanças ocorrendo ao mesmo tempo nos mais diferentes setores. Essa dinâmica acelerada está fazendo uma seleção criteriosa, forçando os produtores e profissionais da área a acompanharem seu ritmo. Como em toda corrida, temos aqueles que chegam primeiro, quem vai caminhando e os que ficam para trás. No Agro, os últimos colocados vão sendo desclassificados, não conseguem mais se manter na competição e outros assumem o seu lugar.

 

Difícil dizer qual é o principal fator para o insucesso de uma propriedade, temos numerosos requisitos a serem cumpridos e várias pessoas envolvidas. Antigamente o produtor era o ponto chave da propriedade e tomava decisões sozinho. Hoje isso está mudando, a necessidade de aumentar a capacidade produtiva demandou profissionais especializados, que junto aos proprietários compõem o time da tomada de decisão.

 

Não se pode errar. Humaninhos erram, isso é fato. Expertise é determinante para minimizar a chance de isso acontecer. O jogo é jogado. E só se ganha com acertos, o máximo possível. Uma frase atribuída a Michael Jordan resume bem: “O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”.

 

Equipe, esse é um dos pontos que tem feito diferença na assertividade da atividade agropecuária. Forma-se um time, com funções bem definidas. Para as instruções, são necessárias informações, ou nesse caso, dados da propriedade.

 

O primeiro passo é a anotação de tudo que acontece dentro da porteira, vale para pequeno, médio ou grande produtor. Só assim é possível mensurar se a atividade está sendo lucrativa ou não. O próximo step é verificar o que precisa ser corrigido ou melhorado. E isso precisa acontecer de forma rápida, minimizando possíveis perdas e maximizando resultados.

 

Papel e caneta. Cadernetas. Bloco de anotações. Livro controle. Computadores. Notebooks. Planilhas. Softwares. Programas.

Unificar informações. Analisar dados. Interpretar resultados. Tomar decisões.

Humaninhos. Trabalho em equipe. Celeridade.

Finalizadas as considerações, vamos para o que efetivamente tem funcionado na prática.

 

O mundo digital ainda não está tão popularizado na zona rural quanto deveria. Sinal de celular é difícil em alguns locais, quem dirá acesso à internet. Papel e caneta são a base, permanecerão por longo tempo, e o melhor, funcionando, como sempre foi.

Depois da escrita, entra a magia tecnológica.

 

Os registros podem ser rapidamente lançados em programas que farão a organização, correlação e fornecerão resultados. A velocidade da máquina e as habilidades de profissionais competentes permitem gerar insights para identificar e solucionar problemas, alavancar a produtividade e aumentar a rentabilidade.

 

A união de mentes do Agro e da Tecnologia da Informação tem tornado isso realidade, viabilizando uma verdadeira transformação tecnológica na gestão de propriedades rurais. Uma ponte conectando o offline da terra ao online da nuvem com rapidez e eficiência.

 

Drª Emanuelle Beatriz

Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Sistemas Integrados de Produção Animal.
É produtora rural, consultora do Agro, empresária e uma entusiasta da transferência de conhecimento!

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A informação e a prudência

O cultivo do solo para a produção de alimentos é realizado há milhares de anos. Uma peça fundamental no processo é o uso de fertilizantes. Preparar o solo, adubar e disponibilizar nutrientes em quantidade suficiente para um adequado desenvolvimento das culturas é fundamental para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

 

Na produção de fertilizantes, alguns players se destacam como principais fornecedores e suas relações impactam diretamente nos mercados importadores.

 

Nos deparamos com uma guerra entre Rússia e Ucrânia.

 

As consequências sociais são devastadoras. As questões geopolíticas e comerciais são profundamente afetadas. Os resultados são imprevisíveis.

 

Produzir alimentos permanece sendo uma necessidade essencial. Qual será o impacto deste confronto na produção mundial é uma incógnita. Uma única tomada de decisão pode mudar tudo a qualquer instante.

 

Os principais nutrientes usados nos sistemas produtivos são nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). O gigante da produção agrícola não é autossuficiente nos fertilizantes e depende do mercado externo, 90% do potássio usado na produção brasileira é importado, por exemplo. Os principais países fornecedores são Rússia, Belarus, Canadá e China, responsáveis por 80% da produção de cloreto de potássio do mundo.

 

Os adubos nitrogenados são fornecidos principalmente por China e Rússia.

 

A produção de adubos fosfatados é mais abrangente, com o mercado sendo abastecido por China, Rússia, Arábia Saudita, Marrocos e Estados Unidos.

 

A Rússia é um dos principais produtores globais de fertilizantes (NPK), sendo responsável por suprir aproximadamente 25% da demanda do Brasil.

 

O desabastecimento de um desses macronutrientes pode ocasionar redução da área de produção e/ou aumento dos custos, que vão culminar na elevação de preços para o consumidor final. A quantidade, qualidade e distribuição de alimentos para a população mundial é uma preocupação crescente.

 

Muita especulação, pouca informação. Destinos incertos.

 

Momentos desafiadores criam grandes oportunidades. Por mais dura que seja a realidade.

 

Governos e grandes grupos já estão buscando alavancar a produção em fontes de seu próprio país. Negociações estão sendo expandidas e diversificadas.

 

Novos mercados estão emergindo.

 

Na incerteza dos próximos caminhos, a informação e a prudência são valiosos aliados.

Drª Emanuelle Beatriz

Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Sistemas Integrados de Produção Animal.
É produtora rural, consultora do Agro, empresária e uma entusiasta da transferência de conhecimento!

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A diferença está na dose

Na semana passada foi veiculada em algumas mídias uma reportagem intitulada: “Vestígios de agrotóxicos são encontrados em sucos, salgadinhos, pães e biscoitos. Entenda o risco para a saúde.” O texto aborda a possibilidade de aprovação do projeto de lei 6.299/2002 que está em tramitação no Senado.

 

Como diria a chamada do Chapolin Colorado: “Ooh.. E agora, quem poderá nos defender?!”

 

Quando lemos algo assim, costumamos ficar preocupados, para não dizer assustados. Se for sobre algum assunto que não conhecemos a fundo, é ainda mais espantoso.

 

Então, vamos entender um pouco mais sobre o uso e registro de agrotóxicos ou defensivos químicos no Brasil.

 

Para começar, devemos lembrar o porquê do uso desses produtos nas áreas de produção. As plantas são seres vivos, e sofrem ataques de pragas e doenças que prejudicam seu vigor e capacidade produtiva. Para controlar essas enfermidades, são utilizados produtos químicos para combater os agentes patogênicos. É igual a nós humanos quando adoecemos ou somos atacados por insetos, imediatamente recorremos a tratamentos e ao uso de medicamentos, visando restabelecer a saúde.

 

Em ambos os casos, devemos nos submeter aos cuidados de um profissional habilitado e acatar as orientações passadas, seguindo à risca a dosagem e a forma de utilização. Claro que, esse profissional irá mudar caso você seja uma planta ou um “ser humaninho”, e deveremos recorrer a um agrônomo ou a um médico de confiança, respectivamente.

 

Aqui cabe a célebre frase que inspirou nosso título, do médico e físico Paracelso no século XVI: “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose”. Válida tanto para o reino vegetal quanto para o animal.

 

Não há intenção em consumir ou aplicar determinado produto em uma dosagem maior do que a recomendada, já que o que buscamos é solucionar o problema e não perder a sua eficácia.

 

Na agricultura, o custo de aplicação é bastante elevado, o que se busca no campo é atrelar máxima eficiência de controle com o menor custo de produção possível. O que implica, usar a dosagem certa, com a forma de aplicação adequada. O desenvolvimento ininterrupto de pesquisas tem permitido cada vez mais assertividade nesses quesitos.

 

Quando um defensivo é aplicado nas áreas de cultivo, esses ingredientes químicos são expostos a uma série de fatores do ambiente que promovem a degradação de suas moléculas, que podem ocorrer por ação do sol (fotólise), ação da água (hidrólise), ação do calor (termólise), ação de enzimas ou catalisadores (catálise), decompostos por alcalinização ou acidificação e metabolizados por microrganismos ou por processos fisiológicos internos da planta (detoxificação).

 

O que torna bastante improvável a ideia de o produto chegar intacto até a mesa do consumidor. Quem analisa isso inclusive é o Ministério da Saúde, que faz o monitoramento da qualidade dos alimentos através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No último relatório divulgado (2019), a Anvisa informou que somente 0,89% das amostras representavam algum potencial de risco para a saúde. É isso mesmo, foi menos de 1%.

 

A quantidade de registros de novos agrotóxicos também tem gerado calorosos debates. Um ponto interessante é que, de acordo com a legislação brasileira, nenhum produto pode ser registrado caso apresente toxicidade maior do que os existentes no mercado. Os novos produtos para os quais são solicitados registros são moléculas mais modernas, menos tóxicas e mais eficientes, além de uma grande quantidade de produtos fitossanitários, destinados a uso na agricultura orgânica e como manejo biológico na agricultura convencional.

 

A produção agropecuária brasileira passou por um intenso avanço científico, tecnológico e produtivo a partir da década de 70. O que gerou uma enorme quantidade de informações de conhecimento prático, teórico e empírico, que por meio de ferramentas de inteligência como softwares de gestão tem permitido uma extraordinária acurácia na tomada de decisão dentro da porteira, o que seria inimaginável há 52 anos atrás.

 

A busca por sistemas cada vez mais rentáveis e sustentáveis é permanente, sempre mantendo a segurança de todos os envolvidos, da mão marcada de terra no campo até a que segura o garfo na mesa.

Drª Emanuelle Beatriz

Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Sistemas Integrados de Produção Animal.
É produtora rural, consultora do Agro, empresária e uma entusiasta da transferência de conhecimento!

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Capacidade Argumentativa

Ultimamente temos visto alguns manifestos, os dias escolhidos quase sempre são as segundas ou sextas-feiras. Segunda sem isso, sexta sem aquilo. É interessante ver o quanto as pessoas se unem, seja para apoiar, por vezes sem compreender os interesses obscuros encobertos pelos uniformes que alegam defender um bem maior, ou para contestar o tema em questão.

Recentemente assisti um documentário sobre o Agro transmitido em um acesso pago de streaming, me assustei com a quantidade de informações desonestas sobre o assunto envolvidas por uma temática falaciosa.

No marketing, seja em propagandas ou materiais distorcidos para embasar manifestos, isso acontece de forma muito mais afrontosa. Não estamos generalizando, temos agências de publicidade idôneas. Só que temos também, outras que se destacam na arte da engan…., melhor dizendo, não demonstram domínio do tema abordado. Seja por descuido ou de forma intencional.

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, descreveu diversas estratagemas contra a argumentação desonesta em sua dialética erística, visando “desmontar as artimanhas do debatedor capcioso”, que nos debates faz com que “o verdadeiro pareça falso e o falso verdadeiro”. Seus ensinamentos poderiam ser esclarecedores frente a discussões e campanhas controversas. Suponho que tenhamos dificuldade em colocá-los em prática! Temos perdido nossa aguçada capacidade argumentativa ao longo do tempo (cabe a nós, recuperá-la).

Poderíamos usar o exemplo dos manifestos, só que com alguns ajustes da ideia, para tentar contornar essa situação. Vou me arriscar com algumas opções: “Segunda da informação”. “Sexta com conhecimento!” Você pode enviar sugestões mais criativas.

Seria um dia para cada um compartilhar dados e informações confiáveis sobre suas áreas de atuação. Imagina só, poderíamos buscar as matérias que nos interessam e ter acesso a um conteúdo fundamentado e verdadeiro. Aí sim justificaria aderir a movimentos que realmente representem aquilo que pensamos, e poderíamos defender nosso ponto de vista com argumentos sólidos!

 

Drª Emanuelle Beatriz

Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Sistemas Integrados de Produção Animal.
É produtora rural, consultora do Agro, empresária e uma entusiasta da transferência de conhecimento!

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Por que escolher o ERP360 na gestão do Agronegócio?

O ERP360 Agro é um sistema de gestão para o agronegócio, desenvolvido para administrar a sua empresa agrícola. Esse sistema facilita a gestão de distribuidores de insumos, lojas agropecuárias, produtores rurais, cerealistas e muito mais!

Um software com todas as áreas integradas: financeiro, contábil, fiscal, estoques, comercial, gerencial, administrativo e relacionamento com os clientes.

▶ Alguns benefícios:

  • agilidade em vendas;
  • confiança no controle de estoque e custo;
  • otimização de processos;
  • redução de desperdícios;
  • mais segurança nas operações.

Com um sistema operacional como o ERP360, você pode automatizar os serviços, facilitando as operações diárias e obtendo mais agilidade nas respostas dos setores da empresa. Isso significa mais captação de recursos, decisões assertivas e fidelização de clientes.

Com esse programa você, empreendedor, consegue controlar a sua empresa de qualquer lugar, além de comprar melhor, evitar perdas no estoque e vender com eficiência.

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(Des) Informação

Vivemos na era da informação com uma facilidade tecnológica para fazer buscas que, como muitos gostam de falar, “o que tanto procura está a apenas um click de você”. Uma estrada que esperamos que seja bem pavimentada, mas nos assusta a quantidade de buracos e desvios que tornam o trajeto bastante tortuoso, para não dizer, perigoso.

Vamos fazer uma analogia. Imagine que você queira fazer uma viagem de carro para um local desconhecido. A primeira providência será obter um mapa, ou melhor, agora usamos o GPS, seja do próprio carro ou do celular, e logo após digitar o destino uma voz gentil irá nos conduzir na direção certa.

No caso das buscas por dados ou informação, não dispomos do direcionamento oferecido pelo GPS, e quem terá que fazer esse papel somos nós mesmos, auxiliados pelo nosso senso crítico, que se espera que tenhamos.

Nesse caso, buscar fontes confiáveis deverá ser nosso primeiro passo, independente do meio que vá ser utilizado, sejam sites, livros ou revistas, dentre inúmeras outras possibilidades. O volume de informação é imenso e os veículos usados são diversos e numerosos. Você já deve ter recebido supostas pesquisas e dados no seu aplicativo de mensagens instantâneas para smartphones, por exemplo.

É realmente fascinante a rapidez com que se consegue acessar conteúdo do tema que quiser a qualquer instante. Resta saber o quanto estamos sendo realmente informados ou munidos de argumentos verdadeiros.

O acesso imediato à informação pode ser facilmente confundido com estar imerso num mar de conhecimento, quando na realidade, estamos apenas molhando a ponta dos pés na água. Antigamente se falava que de médico e louco, todo mundo tem um pouco. Hoje, essa expressão poderia ser generalizada, basta acessarmos o site de buscas, e após ler poucos trechos, já estamos cheios de razão e opinando sobre assuntos que não temos o menor domínio. De culinária a recentes testes com bombas nucleares, nos deparamos com verdadeiras autoridades, por mais que a pessoa nunca tenha se dedicado ao aprendizado do tema em questão.

Falando em bombas, um dos tópicos que virou uma verdadeira zona de risco é o Agro, a produção agropecuária brasileira. São tantas matérias que fica até difícil acompanhar, infelizmente a quantidade não reflete a qualidade, e como em tantas outras áreas, as fake news ou notícias falsas, compreendem grande parte do conteúdo disponibilizado.

Precisamos ser cautelosos na seleção dos canais que usamos para nos informar, buscando por fontes e profissionais que sejam transparentes e comprometidos com os fatos e a verdade, ou corremos um sério risco de ser a geração da desinformação na era da informação. Que paradoxo!

 

 

Drª Emanuelle Beatriz

Engenheira agrônoma, mestre e doutora em Sistemas Integrados de Produção Animal

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